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Prisão temporária e prisão preventiva: quais são as diferenças?

Prisão temporária e prisão preventiva são medidas cautelares diferentes. Nenhuma delas corresponde a uma condenação definitiva, mas cada uma possui fundamento, finalidade e duração próprios. Compreender a modalidade aplicada é essencial para avaliar a decisão e as providências juridicamente possíveis.

O que é prisão temporária?

A prisão temporária é disciplinada pela Lei nº 7.960/1989 e está ligada à fase de investigação. Ela depende de decisão judicial e somente pode ser decretada nas hipóteses legais, relacionadas à imprescindibilidade para o inquérito e aos crimes indicados na lei, observados os requisitos definidos pelos tribunais.

Existe prazo definido?

Em regra, a prisão temporária possui prazo determinado, com possibilidade de prorrogação quando houver extrema e comprovada necessidade. O mandado deve indicar o período e o dia previsto para a soltura. Encerrado o prazo, a pessoa deve ser liberada, salvo prorrogação válida ou decretação de outra prisão.

O que é prisão preventiva?

A prisão preventiva está prevista nos artigos 311 a 316 do Código de Processo Penal. Pode ser requerida durante a investigação ou o processo, desde que existam elementos concretos relacionados à existência do crime, indícios de autoria e ao perigo decorrente da liberdade, além das hipóteses legais de cabimento.

A prisão preventiva tem prazo fixo?

Ela não possui prazo numérico único como a temporária, mas deve permanecer necessária, fundamentada e sujeita a controle judicial. A manutenção não pode decorrer apenas da gravidade abstrata da acusação. O processo também deve observar duração razoável.

Uma pode ser convertida na outra?

Ao terminar a temporária, pode haver pedido de preventiva, mas a conversão não é automática. A nova medida exige fundamentos próprios e decisão judicial específica. Sem prorrogação ou nova ordem válida, o término do prazo da temporária impõe a soltura.

Quais medidas podem substituir a prisão?

Quando adequadas, medidas cautelares diversas podem ser avaliadas, como comparecimento periódico, proibição de contato, restrição de acesso a lugares, recolhimento domiciliar ou monitoração eletrônica. A escolha deve respeitar necessidade e proporcionalidade.

Perguntas frequentes

Temporária significa que haverá denúncia?

Não. A investigação ainda pode resultar em diferentes conclusões, conforme as provas reunidas.

Preventiva é antecipação de pena?

Não deve ser. Sua finalidade é cautelar e a decisão precisa apresentar razões concretas.

É possível pedir revogação?

Sim. A defesa pode questionar legalidade, fundamentação, atualidade dos motivos e adequação de medidas menos gravosas.

Em Curitiba, a identificação correta da prisão, do processo e do prazo é o primeiro passo para uma análise individualizada.

Renan Klein — OAB/PR 99.254
Publicado em 3 de setembro de 2026.

Fontes oficiais

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